Relacionamos abaixo as principais informações sobre a abertura e funcionamento de um Escritório de Arquitetura.

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*Este texto é de autoria do SEBRAE, no final estão todas as referências (links).

Apresentação

Aviso: Antes de conhecer este negócio, vale ressaltar que os tópicos a seguir não fazem parte de um Plano de Negócio e sim do perfil do ambiente no qual o empreendedor irá vislumbrar uma oportunidade de negócio como a descrita a seguir. O objetivo de todos os tópicos a seguir é desmistificar e dar uma visão geral de como um negócio se posiciona no mercado. Quais as variáveis que mais afetam este tipo de negócio? Como se comportam essas variáveis de mercado? Como levantar as informações necessárias para se tomar a iniciativa de empreender?

O negócio “Escritório de Arquitetura” está baseado na prestação de serviços diretamente às pessoas físicas, empresas ou governo, que buscam os serviços de arquiteto para suas demandas de projeto e obra civil. Neste sentido, os serviços prestados por um Escritório de Arquitetura vão desde a consultoria e desenvolvimento de projetos arquitetônicos e de arquitetura de interiores, podendo chegar à coordenação de obras, paisagismo e planejamento urbano, dentre outros serviços relacionados ao exercício profissional. A unidade empresarial pode ser o escritório de um profissional arquiteto trabalhando sozinho ou com equipe de arquitetos.

Para atuar como Arquiteto em um Escritório de Arquitetura é necessário o registro junto ao CAU do Estado ou Distrito Federal para habilitar a atuação em todo o território nacional. O primeiro sistema de regulamentação profissional foi oficializado em 1933, através da fundação do primeiro Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA) no Rio de Janeiro. A primeira legislação brasileira a regular a profissão foi a Lei Federal nº 5.194/1966. Esta lei além de regular a profissão de Arquiteto, também diz respeito às profissões de Engenheiro e Engenheiro-Agrônomo. Até 2010, as atribuições e especificações dos serviços que competem ao profissional de arquitetura e urbanismo eram identificáveis através desta lei e da Resolução 218/1973 do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CONFEA, 1973).

Em dezembro de 2010, foi aprovada a Lei Federal nº 12.378, lei específica à profissão de arquiteto, que regula o exercício da profissão, suas atividades e atribuições, além de, também, criar o Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU), no âmbito do Brasil e das unidades federativas.

Montar um Escritório de Arquitetura é uma opção de negócio para quem deseja empreender neste segmento. A renda do Escritório de Arquitetura tem como base os valores pagos pelos serviços prestados, que devem ser suficientes para cobrir todas as despesas envolvidas no negócio e também gerar lucro para o empreendedor. Para obter êxito, o empreendedor interessado deverá elaborar um plano de negócio e buscar conhecimento para gerir o escritório e competir no mercado.

Mercado

O mercado consumidor de um Escritório de Arquitetura são todos os indivíduos, empresas e governo, que demandam pelos serviços prestados pelos profissionais de arquitetura.

As atividades do escritório de arquitetura estão inseridas no grande mercado da construção civil, mais especificamente no segmento de “Serviços de Arquitetura e Engenharia e Atividades Técnicas Relacionadas” (CNAE-IBGE). Segundo a Pesquisa Anual de Serviços do (PAS-IBGE), em 2012 este segmento movimentou cerca de R$31,2 bilhões.

Para obter dados específicos sobre o seu mercado e avaliar a viabilidade do negócio, o empreendedor deve conduzir pesquisa adicional. Seguem algumas sugestões para o aprofundamento da pesquisa:

• Pesquisa em fontes como as associações de classe, prefeituras e grupos locais para quantificação do mercado alvo e identificação de demandas;

• Visita aos concorrentes diretos, identificando os pontos fortes e fracos dos estabelecimentos que trabalham no mesmo nicho de mercado;

• Participação em seminários especializados e eventos do setor.

Entrada no Mercado

Para abrir um escritório de arquitetura é preciso ter um profissional arquiteto, habilitado e regularizado junto ao CAU. Em alguns casos, os escritórios iniciam suas atividades em home office e posteriormente se deslocam para um espaço em imóvel comercial.

Rentabilidade

As margens de lucro e o retorno no investimento variam de acordo com os serviços prestados, preços praticados, os custos envolvidos e o número e dimensão dos projetos.

Os preços de mercado, de modo geral, variam muito. Existem tabelas referenciais publicadas pelos sindicatos e associações de classe. No entanto, o posicionamento de preço pode variar de escritório para escritório, de região para região, entre outras variáveis.

Sendo assim, é importante que o empresário pesquise o seu mercado específico e entenda a estrutura de custos do seu próprio negócio e dos serviços prestados para formatação ideal de preços. A equação deve garantir receita suficiente para que o negócio opere com uma margem mínima de lucro líquido entre 10 e 20%.

Clientes

Os clientes de Escritórios de Arquitetura podem ser divididos em dois grupos: finais e intermediários. O empreendedor deve segmentar sua base de clientes para entender melhor o mercado e planejar de forma mais assertiva sua estratégia de marketing e comunicação.

Os clientes finais dos Escritórios de Arquitetura são indivíduos, empresas e governo que apresentam demanda pelos serviços prestados pelo escritório de projetos arquitetônicos. Esses clientes chegam ao escritório de forma direta ou indireta, e por motivos diversos, como: necessidades de aconselhamento técnico, contratação de projetos, necessidades com serviços de obra, etc.; ou o escritório chega até eles através de concursos e licitações (serviços para governo).

Os clientes indivíduos são geralmente pessoas de classe média, média alta e alta, ou clientes empresas, que buscam a solução de um problema ou a satisfação de uma necessidade, e estão dispostos a pagar um preço pelos serviços. Existe neste mercado desde clientes que procuram preço baixo a clientes que buscam serviços diferenciados e valorizam a credibilidade do escritório e dos profissionais atuantes, as referências e indicações, a localização e o atendimento/relacionamento. A captação deste cliente é feita de forma sutil, pelo posicionamento e pela construção da marca (nome) e reputação de mercado.

Os clientes intermediários são construtoras, escritórios de engenharia e mesmo outros escritórios de arquitetura – que também podem comprar do escritório alguns serviços especializados complementares, como por exemplo: elaboração de projetos executivos, maquetes eletrônicas, etc. Este grupo compõe uma base importante para a penetração de mercado, principalmente para escritórios novos. O empreendedor deve estabelecer uma estratégia para firmar parcerias com construtoras, escritórios de engenharia e mesmo outros escritórios de arquitetura.

Barreiras e Concorrência

Abrir um Escritório de Arquitetura aparece como uma oportunidade para ingressar no mercado da arquitetura/construção civil. Abaixo, estão descritos alguns fatores a serem considerados antes da abertura do negócio:

– Investimento inicial: Calcular o investimento necessário e provisionar o capital antes da abertura do negócio.

– Legislação: É condição para poder abrir um Escritório de Arquitetura a presença e responsabilidade de um profissional habilitado. Conforme a Lei nº 6.839/1980 (que dispõe sobre o registro de empresas nas entidades fiscalizadoras do exercício de profissões) o registro de empresas e a anotação dos profissionais legalmente habilitados, delas encarregados, serão obrigatórios nas entidades competentes para a fiscalização do exercício das diversas profissões, em razão da atividade básica ou em relação àquela pela qual prestem serviços a terceiros. No caso do Escritório de Arquitetura, os profissionais e empresa devem estar regularizados junto ao CAU.

– Canais de distribuição: Para atingir o mercado, o escritório precisará investir no desenvolvimento de seu “nome” para criar uma imagem que atraia clientes dispostos a pagar pelos serviços prestados. Alcançar o mercado de maior poder aquisitivo irá exigir investimento profissional em especializações, além de tempo e trabalho na construção da credibilidade profissional, portfolio e marca.

– Fornecedores: A base de fornecedores para o negócio “Escritório de Arquitetura” não impõe grandes restrições aos empreendedores. Existem diversos fornecedores de equipamentos e produtos no mercado, que podem ser acessados com facilidade. No entanto, o conhecimento da base de fornecedores e produtos disponíveis para cada segmento de atuação é estratégico para o bom desempenho da profissão. Para melhorar sua competitividade, o profissional a frente do escritório deve manter-se atualizado sobre os fornecedores e produtos em seu segmento e construir um bom relacionamento e parceria com os agentes.

– Concorrência: De acordo com o censo do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil, em 2011 havia 99 mil arquitetos registrados na entidade. Em 2013 o número de registros aumentou para aproximadamente 110 mil profissionais.

Segundo levantamento da Pesquisa Anual de Serviços (PAS-IBGE), em relatório publicado pelo SINAENCO em 2014, “o segmento da Arquitetura e Engenharia Consultiva contava no exercício de 2012 com um total de 56.956 empresas ativas, refletindo um crescimento de 8,16% em relação ao total das empresas registradas no exercício anterior. Do total de empresas existentes, 85,01% são de pequeno porte e encontram-se na faixa de 0 a 4 funcionários nos seus quadros, a maioria de sócios. Em geral, são empresas uniprofissionais que trabalham para clientes privados ou como subcontratadas de empresas maiores em contratos com o setor público”.

Além da atuação dos arquitetos no segmento, há também profissionais de outras áreas como engenheiros, decoradores, designers de interiores, construtores, paisagistas que disputam o mesmo mercado.

Portanto, concorrência no segmento é alta e tende a aumentar – tanto para os postos de trabalho quanto para os negócios relacionados. Os Escritórios de arquitetura variam de forma e tamanho, caracterizando uma concorrência pulverizada e sem o domínio expressivo de uma única empresa. Segundo o CAU, em 2014, haviam no Brasil 11.696 empresas ativas registradas no conselho.

Estratégias para Competir

Para competir no mercado, o empresário poderá adotar estratégias de diferenciação, foco em nicho de mercado, preço, ou uma combinação entre elas.

Vale ressaltar a que a diferenciação é a estratégia mais eficaz para um escritório de arquitetura. A diferenciação muitas vezes é estabelecida pelo próprio currículo e portfolio do profissional titular. Especializações, mestrados e doutorados, identidade estética, bem como publicação de artigos e participação em eventos do setor e no meio acadêmico, agregam diferencial ao profissional e consequentemente ao escritório. Se tornar notório em sua especialidade ou área de atuação ainda é a melhor estratégia para este segmento profissional.

A estrutura física do escritório, o atendimento ao cliente e outras amenidades, também irão promover a diferenciação do negócio e devem ser exploradas estrategicamente.

O foco em nichos de mercado é uma boa opção estratégica. O escritório pode posicionar-se para atender segmentos específicos como: arquitetura residencial, arquitetura de interiores, arquitetura comercial, aprovação de projetos, administração de obras, gerenciamento de projetos, projetos especializados (só iluminação, clínica médica, restaurantes, lojas de varejo, etc).

Para escolher o nicho de atuação do escritório, o empreendedor deve pesquisar seu mercado e avaliar a viabilidade para sua atuação empresarial. O nicho de atuação deve ser grande o suficiente para geração de clientes para o escritório e renda para os envolvidos. O empreendedor também deve acompanhar as tendências para encontrar as melhores oportunidades e evitar as ofertas que já estão saturadas.

Como o empreendedor/profissional estará envolvido com as atividades técnicas da profissão, é importante também considerar a vocação pessoal e os recursos necessários para a atuação no nicho escolhido.

Com o foco, o empreendedor terá melhor conhecimento das dinâmicas, clientes e relacionamentos no segmento, favorecendo, assim, a sua competitividade.

Se a estratégia escolhida for preço baixo, o empreendedor deve ficar atento às margens. A equação financeira não pode comprometer o lucro. A margem de lucro deve oscilar entre 10% e 20% da receita.

É possível competir com a estratégia de preço, mas o empresário deverá focar em questões que ajudem a reduzir custos como valor do aluguel e outras despesas, processos padrões com pouco diferencial e baixo custo de produção. Deve-se haver cuidado para que o corte de despesas não prejudique o atendimento ao cliente.

Localização

Na escolha do local para o escritório de arquitetura, o empreendedor deverá considerar suas necessidades operacionais e também as demandas de seus clientes quanto às questões de estrutura física e localização. É importante avaliar o perfil de seus clientes (público alvo), o nicho de mercado pretendido, a área geográfica de atuação, a concorrência, dentre outros fatores, para escolher a localização ideal.

Dependendo do segmento atendido, o cliente poderá ser mais ou menos exigente quanto à estrutura física e ponto comercial do escritório. Alguns clientes podem exigir estrutura, localização e requinte nas instalações para atribuir valor e credulidade ao negócio e aos profissionais. Outros, menos exigentes, podem nunca visitar o escritório, preferindo ser atendido em seu próprio local (empresa ou residência).

Além da opção de montar o escritório em um ponto comercial exclusivo, existe também a possibilidade de home-office e a de locação de espaços em escritórios compartilhados (salas de coworking) a fim de redução de custos iniciais. Fique atento a estes custos, pois se não forem bem equacionados poderão inviabilizar o negócio.

Vale observar que em alguns segmentos, como o da arquitetura comercial e o da arquitetura de luxo, os clientes possuem maior poder aquisitivo e são mais exigentes quanto à infraestrutura, localização e status do escritório. Portanto, os escritórios especializados nesses segmentos devem procurar localização em bairros mais nobres, com comodidades, estacionamentos amplos e facilidades de acesso para o cliente diferenciado.

Na escolha da localidade, analise com cuidado o bairro, a situação de acesso por transporte público e privado, segurança, facilidade para estacionar, sempre com foco no cliente. O imóvel deve oferecer infraestrutura adequada para a instalação do escritório e, se possível, proporcionar espaço para o crescimento do mesmo.

Procure nesta etapa de escolha conhecer seus concorrentes diretos, através de pesquisas, visitas e contatos, para avaliar suas instalações e operações em todos os detalhes. Agindo assim, evitará cometer os mesmos erros observados, reduzindo desgastes e custos desnecessários.

De forma geral, o imóvel deve comunicar organização, profissionalismo e agregar valores estéticos. O tamanho deve variar segundo o número de profissionais envolvidos.

 

Exigências Legais e Específicas

A profissão de Arquiteto habilita o trabalho autônomo. No caso de montar um Escritório de Arquitetura de caráter jurídico, a primeira providência é contratar um contador, profissional legalmente habilitado para elaborar os atos constitutivos da empresa. Este profissional irá auxiliá-lo na escolha da forma jurídica mais adequada para o seu negócio e preencher os formulários exigidos pelos órgãos públicos de inscrição de pessoas jurídicas. Para legalizar a empresa, é necessário procurar os órgãos responsáveis para as devidas inscrições e registros.

1) Consulta comercial: antes de realizar qualquer procedimento para abertura de uma empresa deve-se realizar uma consulta prévia na prefeitura ou administração local. A consulta tem por objetivo verificar se no local escolhido para a abertura da empresa é permitido o funcionamento da atividade que se deseja empreender. Outro aspecto que precisa ser pesquisado é o endereço. Em algumas cidades, o endereço registrado na prefeitura é diferente do endereço que todos conhecem. Neste caso, é necessário o endereço correto, de acordo com o da prefeitura, para registrar o contrato social, sob pena de ter de refazê-lo.

Órgão responsável: · Prefeitura Municipal, Secretaria Municipal de Urbanismo.

2) Busca de nome e marca: verificar se existe alguma empresa registrada com o nome pretendido e a marca que será utilizada.

Órgão responsável: Junta Comercial ou Cartório (no caso de Sociedade Simples) e Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI).

3) Arquivamento do Contrato Social/Declaração de Empresa Individual. Este passo consiste no registro do contrato social. Verificam-se, também, os antecedentes dos sócios ou empresários junto a Receita Federal, por meio de pesquisas do CPF.

Órgão responsável: Junta Comercial ou Cartório (no caso de Sociedade Simples).

4) Solicitação do CNPJ.

Órgão responsável: Receita Federal.

5) Caso o escritório deseje comercializar produtos além de serviços deverá também fazer a solicitação da Inscrição Estadual.

Órgão responsável: Receita Estadual

6) Alvará de funcionamento, ou de licença, e Registro na Secretaria Municipal de Fazenda. O Alvará de licença é o documento que fornece o consentimento para empresa desenvolver as atividades no local pretendido.

Para conceder o alvará de funcionamento a prefeitura ou administração municipal solicitará que a vigilância sanitária faça inspeção no local para averiguar se está em conformidade com a Resolução RDC nº 216/MS/ANVISA, de 16/09/2004. Órgão responsável: Prefeitura ou Administração Municipal, Secretaria Municipal da Fazenda.

7) Solicitar enquadramento na Entidade Sindical Patronal (empresa ficará obrigada a recolher anualmente a Contribuição Sindical Patronal);

8) Fazer cadastramento junto à Caixa Econômica Federal no sistema “Conectividade Social – INSS/FGTS”;

9) Regularizar o estabelecimento junto ao Corpo de Bombeiros Militar;

10) Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU) – Registro e responsabilidade técnica de profissional responsável regularmente inscrito no conselho da profissão. Registro do Escritório junto ao conselho de acordo com as normas.

Conforme a Lei nº 6.839/1980 (que dispõe sobre o registro de empresas nas entidades fiscalizadoras do exercício de profissões) o registro de empresas e a anotação dos profissionais legalmente habilitados, delas encarregados, serão obrigatórios nas entidades competentes para a fiscalização do exercício das diversas profissões, em razão da atividade básica ou em relação àquela pela qual prestem serviços a terceiros.

Ainda, deve-se observar a LEI nº 12.378 de 31/12/2010, que regulamenta o exercício da Arquitetura e Urbanismo; cria o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil – CAU/BR e os Conselhos de Arquitetura e Urbanismo dos Estados e do Distrito Federal – CAUs; e dá outras providências.

11) Por ser uma atividade de caráter público, os escritórios de arquitetura precisam atender à legislação específica. Em termos gerais o setor é regulado pelas leis abaixo:

LEI N° 11.888 de 24/12/2008

Assegura às famílias de baixa renda assistência técnica pública e gratuita para o projeto e a construção de habitação de interesse social e altera a Lei no 11.124, de 16 de junho de 2005.

LEI N° 10.257 de 10/07/2001

Regulamenta os arts. 182 e 183 da Constituição Federal, estabelece diretrizes gerais da política urbana e dá outras providências.

LEI N° 9.605 de 12/02/1998

Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras providências.

LEI N° 6.766 de 19/12/1979

Dispõe sobre o parcelamento do solo urbano e dá outras providências.

12) Código de defesa do consumidor. Além de todos esses procedimentos, é muito importante lembrar que essa atividade exige o conhecimento do Código de Defesa do Consumidor- Lei nº. 8.078/1990. As empresas que fornecem serviços e produtos no mercado de consumo devem observar as regras de proteção ao consumidor, estabelecidas pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC).

O CDC foi instituído pela Lei n. 8.078, em 11 de setembro de 1990, com o objetivo de regular a relação de consumo em todo o território brasileiro, na busca do reequilíbrio na relação entre consumidor e fornecedor, seja reforçando a posição do primeiro, seja limitando certas práticas abusivas impostas pelo segundo.

É importante que o empreendedor saiba que o CDC somente se aplica às operações comerciais em que estiver presente a relação de consumo, isto é, nos casos em que uma pessoa (física ou jurídica) adquire produtos ou serviços como destinatário final.

A fim de cumprir as metas definidas pelo CDC, o empreendedor deverá conhecer bem algumas regras que sua empresa deverá atender, tais como: forma adequada de oferta e exposição dos produtos destinados à venda, fornecimento de orçamento prévio dos serviços a serem prestadas, cláusulas contratuais consideradas abusivas, responsabilidade dos defeitos ou vícios dos produtos e serviços, os prazos mínimos de garantia, cautelas ao fazer cobranças de dívidas.

Estrutura

A estrutura física de um Escritório de Arquitetura depende, dentre outros fatores, do número de profissionais trabalhando no estabelecimento, do volume de projetos e serviços e da clientela do negócio. O correto dimensionamento e estrutura deverão ser planejados de acordo.

Para o sucesso e reconhecimento profissional, é importante estruturar o espaço físico para que este passe uma imagem de credibilidade e confiança para o cliente. É importante, também, que os ambientes sejam esteticamente agradáveis e que comuniquem a identidade do escritório; que sejam satisfatórios do ponto de vista ergonômico e funcionais para o desenvolvimento das atividades. Para um escritório (com um a quatro profissionais arquitetos), um espaço de 60 metros quadrados é suficiente para início das operações.

De modo geral, a estrutura básica do escritório deve possuir:

1. Recepção: espaço destinado à recepção para o atendimento aos clientes;

2. Banheiros: preferencialmente com separação de sanitários masculinos e femininos;

3. Sala de trabalho (operacional): deve ter espaço suficiente para abrigar os profissionais que desenvolvem as atividades de projeto, administração de obras, e outras atividades fim da empresa. Nesta sala serão abrigadas as estações de trabalho, prenchetas de desenho, equipamentos, arquivos e armários. Ela deve ter iluminação e ventilação adequada, bem como móveis e equipamentos para favorecer o conforto, ergonomia e funcionalidade.

4. Sala administrativa: espaço destinado à instalação de atividades administrativas, financeiras e comerciais, com a finalidade operacionalizar a gestão da empresa. Esta área também pode ser usada para guardar materiais de apoio que se façam necessários para a realização dos trabalhos e da manutenção.

5. Copa: para uso dos colaboradores e clientes, deverá conter filtro de água, café, armários e uma geladeira. Estes itens irão variar de acordo com as diretrizes do escritório.

6. Sala de reunião: espaço destinado a reuniões de trabalho e também a reuniões com clientes, parceiros e fornecedores.

Para o caso de atendimento na residência do profissional, o interessante é haver uma separação entre o ambiente da casa e do escritório – para não haver desconforto entre os clientes e familiares durante os atendimentos. O profissional precisará de um espaço adequado e organizado, estruturado e confortável para o atendimento. Neste sentido, vale ressaltar que a decoração é um grande aliado para que o cliente sinta-se à vontade e confiante.

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