Podemos comparar a elaboração de um Plano de Negócios com a organização de um evento, ou, uma viagem, em ambos os casos, você esperar que tudo dê certo, mas, para que isso aconteça, será necessário fazer um planejamento.

Podemos definir com a palavra “planejamento”, como sendo fundamental para a elaboração do seu Plano de Negócios. Ou seja, a organização de um evento e de uma viagem não vão se realizar sozinhos, será necessário planejamento.

Portanto, para tornar realidade um sonho ou desejo, será necessário realizar a sua construção, passo a passo buscando observar todas as possíveis situação que possam ocorrer.

O principal objetivo da criação de um Plano de Negócios é o planejamento de todas as necessidades da sua empresa, antes da sua abertura, ou ainda, para aquelas que já estão funcionando, realizar a organização das atividades ou o lançamento de novos produtos ou serviços para o mercado.

Concluímos assim, que um Plano de Negócios é o documento que descreve os objetivos de uma empresa e quais etapas deverão ser adotadas para que esses objetivos sejam alcançados, diminuindo assim os principais riscos e as prevendo as possíveis dificuldades, permitindo identificar seus erros no papel, ao invés de cometê-los no mercado.

O Plano de Negócios irá auxiliá-lo a concluir se sua ideia de negócio é viável e a buscar informações mais detalhadas sobre a sua atividade, os produtos e/ou serviços que irá oferecer, os possíveis clientes, concorrentes, fornecedores e também sobre os pontos fortes e fracos do seu negócio.

Ao término do seu Plano de Negócios será possível responder a seguinte pergunta:

É viável abrir, manter ou ampliar o meu negócio?”

Não se esqueça que a elaboração de um Plano de Negócios não é uma tarefa simples ou fácil, pois exige a busca por informação, persistência, trabalho duro e muita criatividade para o mercado que você irá atuar.

Relacionamos abaixo os principais pontos para a elaboração do seu Plano de Negócios:

Elaborando o seu Plano de Negócios

Relacionamos um resumo para a elaboração do seu Plano de Negócios contendo seus pontos mais importantes.

São eles:

  • Descrição resumida dos principais pontos;
  • Dados dos empreendedores, experiência profissional e suas atribuições;
  • Dados do negócio;
  • Missão, visão e valores da empresa;
  • Ramos de atividades;
  • Enquadramento Societário ou Jurídico;
  • Regime tributário;
  • Capital social;
  • Fonte de recursos.

Apesar dessa ser a primeira parte do Plano de Negócios aconselhamos que seja elaborado após todos os tópicos.

O objetivo desse resumo inicial, é que qualquer interessados consiga de forma simples, clara e objetiva, entender o funcionamento do seu negócio.

Descrição resumida dos principais pontos

Relacionamos as principais perguntas que você deverá responder ao elaborar o seu Plano de Negócios:

  • Qual a definição do seu negócio;
  • Quais os produtos e/ou serviços;
  • Quem serão seus clientes;
  • Qual o local da empresa;
  • Quanto será investido inicialmente;
  • Qual será a previsão do faturamento mensal;
  • Quanto espera obter de lucro;
  • Qual o prazo estimado para retorno do dinheiro investido

Dados dos empreendedores, experiência profissional e atribuições

Nessa parte, você irá informar os dados dos responsáveis pela administração, e também uma apresentação resumida do seu perfil, destacando seus principais conhecimentos, habilidades e experiências profissionais.

Vale lembrar que uma escolha errada de sócio poderá gerar problemas futuros no andamento do seu negócio, portanto, segue algumas dicas:

  • Descubra se os objetivos dos sócios são os mesmos;
  • Defina as atividades antes de montar a empresa, ou seja, determine a área de atuação de cada um e os horários de trabalho;
  • Escolha o valor da retirada pró- labore (remuneração dos proprietários).
  • Determine como será feita a distribuição dos lucros;
  • Decida qual o valor ou percentual dos lucros será reinvestido na empresa;
  • Estabeleça o grau de autonomia de cada um e até que ponto um dos envolvidos pode, sozinho, tomar decisões devendo ser registro no ato de constituição da empresa, conhecido como Contrato Social;
  • Outro ponto importante é a contratação de familiares;
  • No Contrato Social também deveá ser definido o que acontecerá com a sociedade quando um dos sócios falecer ou não puder mais trabalhar, como será a sua sucessão;
  • É muito importante que o futuro sócio não possua restrições cadastrais ou pendências junto a órgãos como a Receita Federal, Secretaria da Fazenda Estadual ou Municipal e Previdência Social (INSS). Situações como essas podem dificultar o acesso a crédito junto a fornecedores e até impedir a abertura de contas bancárias ou linhas de financiamentos junto as instituições financeiras, além de impossibilitar o registro do negócio em alguns casos.
  • Se houver outros pontos que poderão gerar conflitos, estes deverão ser tratados antes da formalização do negócio e início das atividades.

Dados do Negócio

Você irá informar no seu Plano de Negócios a razão social da empresa (nome empresarial) e o número do CNPJ – Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas – se a mesma já estiver registrada.

Missão, Visão e Valores

É o papel que ela desempenha em sua área de atuação. É a razão de sua existência hoje e representa o seu ponto de partida, pois identifica e dá rumo ao negócio, onde ele quer chegar e os principais valores.

Para definir, procure responder às seguintes perguntas:

  • Qual é o seu negócio?
  • Quem é o consumidor?
  • O que é valor para o consumidor?
  • O que é importante para os empregados, fornecedores, sócios, comunidade, etc.

Veja um exemplos para a missão:

Promover a melhoria da qualidade de vida e satisfação das pessoas, praticando a melhor medicina, por meio de uma organização hospitalar auto-sustentável.

Veja um exemplo para a visão:

Ser a melhor empresa no ramo de lanchonete até 2025

Veja um exemplo para os valores:

Honestidade, respeito, agilidade e comprometimento

Ramos de Atividades

Será necessário definir no seu Plano de Negócios qual é o ramos de atividade de sua empresa, e em qual(is) setor(es) sua empresa pretende atuar.

Veja uma breve explicação sobre os dois principais setores da economia:

Comércio

São as empresas que vendem mercadorias diretamente ao consumidor (comércio varejista), ou aquelas que compram do fabricante para vender no varejo (comércio atacadista), sendo os principais exemplos de comércio ao consumidor, os bares e restaurantes, lojas de conveniências, lojas de artigos do vestuário, cafeterias e lanchonetes, e aos varejo os distribuidores de bebidas e lojas de venda por atacado.

Prestação de serviços

São as empresas cujas atividades não resultam na entrega de mercadorias e, sim, no oferecimento do próprio trabalho ao consumidor. Os principais exemplos são as empresas de serviços médicos, odontológicos, desenvolvimento de software, consultoria e assessoria empresarial.

Enquadramento Societário ou Jurídico

Está definição, poderá ser fundamental para a escolha do regime tributário da empresa, e também é o início para que uma empresa exista.

Portanto, será necessário definir no Plano de Negócios o seu enquadramento societário ou jurídico, definindo assim, a maneira pela qual ela será tratada pela lei, assim como o seu relacionamento jurídico com terceiros.

As formas jurídicas mais comuns para as micro e pequenas empresas são:

  • MEI (Microempreendedor Individual): Pessoa que trabalha por conta própria e que se legaliza como pequeno empresário. Sua inscrição é feita gratuitamente pela internet.
  • EI (Empresário Individual): Pessoa física que exerce atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços. A principal desvantagem é responde com o seu patrimônio pessoal pelas obrigações contraídas pela empresa.
  • EIRELI (Empresa Individual de Responsabilidade Limitada): Empresa constituída por uma única pessoa, titular da totalidade do capital social. A empresa responde por dívidas apenas com seu patrimônio, e não com os bens pessoais do titular, sendo o capital social mínimo equivalente a 100 vezes o salário mínimos vigente.
  • LTDA (Sociedade Limitada): Sociedade composta por, no mínimo, dois sócios, pessoas físicas ou jurídicas. A responsabilidade de cada sócio é limitada ao valor de suas cotas, mas todos respondem solidariamente pela integralização do capital social.

Regime Tributário

Atualmente, os principais regimes tributários para as empresas que estão em fase inicial e elaborando o seu Plano de Negócios são o Simples Nacional e o Lucro Presumido, estaremos explicando melhor cada um em seguida:

Simples Nacional

Foi instituído pela Lei Complementar nº 123/2006, tem como objetivo beneficiar às micro e pequenas empresas através da redução e simplificação dos tributos, além do recolhimento de um imposto único.

Para realizar o enquadramento será necessária à aprovação da Receita Federal, sendo analisada a atividade e a estimativa de faturamento anual da empresa.

A Lei enquadra como microempresa (ME) a pessoa jurídica com receita bruta anual igual ou inferior a R$ 480 mil. Se a receita bruta anual for superior a R$ 480 mil e igual ou inferior é R$ 4,8 milhões ela será classificada como Empresa de Pequeno Porte (EPP).

Para as ME e EPP, o Simples Nacional abrange os seguintes tributos e contribuições: IRPJ, CSLL, PIS/PASEP, COFINS, IPI, ICMS, ISS e a Contribuição para a Seguridade Social Patronal.

A Lei também criou o MEI (Microempreendedor Individual), que é pessoa que trabalha por conta própria e se legaliza como pequeno empresário optante pelo Simples Nacional, com receita bruta anual de até R$ 81 mil.

O MEI pode ter um empregado e não pode ser sócio ou titular de outra empresa. O recolhimento dos impostos e contribuições é feito em valor fixo mensal, independente da receita bruta.

Lucro Presumido

Empresas optantes por esse regime tributário diferente das empresas optantes pelo Simples, estarão sujeitas ao recolhimento dos seguintes tributos e contribuições:

  • IRPJ – Imposto de Renda Pessoa Jurídica;
  • PIS – Contribuição para os Programas de Integração Social;
  • COFINS – Contribuição para Financiamento da Seguridade Social;
  • CSLL – Contribuição Social sobre o Lucro Líquido;
  • IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados (para indústria);
  • ICMS – Imposto sobre Circulação de Mercado (para  indústria, comércio e serviços de transporte intermunicipal e interestadual);
  • ISS – Imposto sobre Serviços (prestação de serviços).

Capital social

O capital social é representado pelos recursos, ou seja, dinheiro, equipamentos, ferramentas, veículos, imóveis entre outros, e colocado(s) pelo(s) proprietário(s) para a montagem do negócio.

Posteriormente, ao elaborar o planejamento financeiro no Plano de Negócios, você saberá o total do capital a ser aplicado antes e depois do inícios das atividades.

No caso de optar por uma sociedade, com um ou mais sócios, será necessário determinar o valor que cada sócio irá investir e o seu percentual.

Fonte de Recursos

Onde você irá conseguir os recursos para o seu novo negócio?

Você deverá determinar como serão obtidos os recursos para a implantação da empresa. Para o início do funcionamento, você pode contar com recursos próprios, de terceiros ou com ambos.

Os recursos próprios envolvem a aplicação por parte do(s) sócio(s) de todo o capital necessário para a abertura do negócio.

Já os recursos de terceiros compreende a busca de investidores ou de empréstimos junto a instituições financeiras.

Análise de mercado

Análise de clientes

Esta é uma das etapas mais importantes da elaboração do seu plano. Afinal, sem clientes não há negócios.

Os clientes não compram apenas produtos, mas soluções para algo que precisam ou desejam.

Você pode identificar essas soluções se conhecê-los melhor. Para isso, responda às perguntas e siga os passos a seguir:

Comece identificando as características dos clientes

Primeiro, faça as seguintes perguntas:

  • Qual a faixa etária?
  • Serão homens, mulheres, ou ainda, homossexuais, heterossexuais?
  • Possui uma família ou mora sozinho?
  • Qual é a sua ocupação?
  • Qual a faixa de renda?
  • Qual o nível escolaridade?
  • Onde residem?
  • Serão pessoas jurídicas (empresas)?
  • Qual o ramos de atividade?
  • Oferecem produtos ou serviços?
  • Quantos empregados possuem?

Agora, identifique os interesses e comportamentos

  • Qual a quantidade e freqüência compram esse produto ou serviço?
  • Onde costumam realizar suas compras?
  • Qual o preço médio é pago atualmente por esse produto ou serviço?

Próximo passo, é identificar o que leva a realizar a compra

  • Qual o preço?
  • Qual a qualidade dos produtos e/ou serviços?
  • Eles possuem a marca?
  • Qual o prazo de entrega?
  • Qual o prazo de pagamento?
  • Como é feito o atendimento da empresa?

Por fim, identifique onde estão os clientes

  • Qual o tamanho do mercado em que você irá atuar?
  • Será apenas sua rua, bairro, cidade, estado ou país?
  • Haverá exportação para outros países?
  • Como os seus clientes encontrarão sua empresa com facilidade?

Ao final, será possível entender melhor seus clientes. No quadro Hora de praticar, escreva suas conclusões a respeito do seu mercado consumidor.

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Procure segmentar o mercado que será atendido ou encontre um grupo de pessoas/empresas com características e necessidades parecidas.

Exemplo: Uma loja de roupas que se especializa em atender bebês ou uma confeitaria que fabrica sobremesas para alérgicos.

Análise de concorrentes

Inicie, analisando a atuação da concorrência. Tente identificar quem são seus principais concorrentes. A partir daí, visite-os e examine suas boas práticas e deficiências.

Não se esqueça, de incluir no Plano de Negócios os seus concorrentes, que são aquelas empresas que atuam no mesmo ramo de atividade que você pretende atuar e que procuram satisfazer as necessidades dos seus clientes.

Agora, enumere os pontos fortes e fracos em relação a:

  • Qual a qualidade dos materiais utilizados?
  • Qual o preço cobrado?
  • Onde estão localizados?
  • Quais as condições de pagamento?
  • Como o atendimento é realizado?
  • Quais os serviços disponibilizados?
  • Oferecem garantias?

Depois dessas comparações, podemos tirar algumas conclusões.

  • Seu negócios poderá competir com os outros que já estão há mais tempo no mercado?
  • Como fará para que as pessoas deixem de comprar dos seus concorrentes?
  • Será que há espaço para todos?
  • Se a resposta for sim, descreva os motivos disso. Se não, quais mudanças deverão ser feitas para que você possa concorrer com essas empresas?
  • Não se esqueça, a concorrência também deve ser vista como uma situação favorável, pois os bons concorrentes servem como parâmetro de comparação e de parceria, além de ser uma fonte de estímulo à melhoria.

Análise de fornecedores

Podemos compreender o mercado fornecedor como todas as pessoas e empresas que irão fornecer produtos ou mercadorias e equipamentos utilizados para a fabricação ou venda de bens e serviços.

Inicie o estudo dos fornecedores levantando quem serão seus fornecedores de equipamentos, ferramentas, móveis, utensílios, matérias-primas, embalagens, mercadorias e serviços.

Relações de fornecedores podem ser encontradas, principalmente pela internet, ou ainda, em feiras especializadas no seu ramo de atividade. Outra fonte alternativa, pode ser as listas telefônicas.

Você deve também manter um cadastro atualizado desses fornecedores. Pesquise por e-mail, whatsapp, telefone ou, se for possível, pessoalmente.

Questione sobre questões como o preço, qualidade, formas de pagamento e o prazo médio de entrega.

Essas informações serão fundamentais para determinar o investimento inicial e as despesas da empresa dentro do Plano de Negócios.

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Realize a analise de pelo menos três empresas, e mesmo escolhendo um entre vários fornecedores, será importante manter contato com todos, ou pelo menos com os maiores do mercado, pois não é possível prever quando um fornecedor enfrentará dificuldades;

Outra dica importante é, ao adquirir produtos ou mercadorias, faça uma análise da capacidade técnica dos fornecedores, cada um deve ser capaz de suprir o material ou as mercadorias desejadas, com qualidade e principalmente, dentro do prazo estipulado.

Tente realizar a comparação de preços, pois assim, facilitam a coleta de informações sobre aquilo que se deseja adquirir, aumentando as chances de fazer as melhores escolhas.

E por último, veja se é exigida quantidade mínima de compra e lembre-se de evitar intermediários, ou seja, compre direto do fabricante, sempre que possível.

Plano de Marketing

Descrição dos principais produtos e serviços

Chegou o momento de você deve descrever os principais itens que serão produzidos, vendidos ou os serviços que serão prestados. Informe quais as linhas de produtos, especificando todos os detalhes.

Se necessário, tire fotos dos produtos e coloque como documentação de ilustração ao final do seu plano de negócio.

As empresas de serviço, aconselhamos que informe todos os serviços serão prestados, suas características e as garantias oferecidas.

Lembre-se de que a qualidade do produto é aquela que o consumidor enxerga, se decidir melhorar um produto ou serviço, pense sempre sob o ponto de vista do cliente.

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Pesquise o seu mercado e saiba mais sobre os regulamentos e/ou exigências a serem atendidas, como por exemplo da vigilância sanitária, corpo de bombeiros e demais órgãos reguladores do seu mercado para a produção ou armazenamento dos produtos ou serviços oferecidos.

Preço

Podemos definir que o preço é o que consumidor está disposto a pagar pelo que você irá vender.

Para que a determinação do preço seja correta, devemos analisar os custos das mercadorias, produtos ou serviços.

Nessa avaliação, procure saber o quanto o consumidor está disposto a pagar, verifique se o valor cobrado é compatível com aquele praticado no mercado pelos seus principais concorrentes.

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O valor definido como preço de venda deve ser analisado também no Plano Financeiro, quando iremos realizar a previsão do faturamento da empresa.

Estratégias promocionais

Definimos como promoção é toda ação que tem como objetivo apresentar, convencer, informar ou lembrar os clientes para comprar os seus produtos ou serviços e não os dos concorrentes.

Abaixo relacionamos as principais estratégias que você poderá utilizar no seu negócio:

  • Internet, como sites, marketplace, google adwords, bing ads, facebook ads, instragram ads entre outras redes sociais;
  • Propaganda em rádio, jornais e revistas;
  • Envio de amostras grátis;
  • Publicação de e-mail marketing, folhetos e cartões de visita;
  • Postagem de Catálogos;
  • Anúncio em carros de som, outdoor, muros e faixas;
  • Envio de brindes e realização de sorteios;
  • Concessão de descontos;
  • Participação em feiras e eventos especializados no seu ramo.

Planeje e defina um plano de ação para divulgar seus produtos, pois todas as formas de divulgação implicam em despesas.

Descreva suas estratégias e sempre leve em conta o retorno dessa estratégia, seja na imagem da empresa, no aumento do número de clientes ou no aumento da receita.

Existem diversos tipos de divulgação. Use a criatividade para encontrar as melhores maneiras de divulgar suas mercadorias, produtos ou serviços, ou então, observe os seus concorrentes.

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Se a atividade escolhida para o seu negócio exigir regulamentação, como por exemplo, os profissionais liberais, será necessário observar as regras do seu conselho regional, pois algumas praticas são proibidas.

Os catálogos de produtos apresentam a empresa de forma organizada e detalhada. Inclua em seu catálogo fotos, informações técnicas e formas de utilização. Panfletos e volantes podem ser entregues em locais com grande fluxo de pessoas.

Neles, você deve colocar informações básicas sobre os produtos e serviços (nome da empresa, endereço, telefone, site, e-mail, whatsapp, etc.).

Outra alternativa muito interessante é a divulgação em revistas especializadas ou em jornais de bairro. Esses anúncios são mais baratos e atingem diretamente o seu público- alvo.

Feiras são bons locais para apresentar sua empresa a um público selecionado por juntar clientes, especialistas, concorrentes e fornecedores, além de gerar vendas.

Tenha sempre em mente que uma marca bem desenvolvida contribui para o sucesso do seu negócio, portanto, crie uma marca que seja fácil de pronunciar e memorizar.

Antes de realizar a definição do nome e da logomarca, realize uma consulta junto ao INPI (INSTITUTO NACIONAL DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL), para ter certeza de que poderá fazer uso de ambos.

Busque mais informações na página do INPI (www.inpi.gov.br).

Estrutura de comercialização

A estrutura de comercialização diz respeito aos canais de distribuição, isto é, como seus produtos e/ou serviços chegarão até os seus clientes.

A empresa pode adotar uma série de canais para isso, como: vendedores internos e externos, representantes, etc.

Reflita sobre quais serão os meios mais adequados para se alcançar os clientes e preencha o quadro Hora de Praticar.

Para isso, pense no tamanho dos pedidos, na quantidade de compradores e no comportamento do cliente, isto é, se ele tem por hábito comprar pessoalmente, por telefone ou outro meio.

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Os produtos e/ou serviços podem ser comercializados pelos proprietários, vendedores ou outras empresas.

Sempre que possível, aconselhamos que uma boa opção é montar uma equipe de vendas, que conheça bem as mercadorias, produtos ou serviços da empresa e os diferenciais sobre a concorrência.

Podemos destacar com outra alternativa, a contratação de representantes comerciais, se houver essa possibilidade, essa opção é viável quando se explora uma região extensa e desconhecida.

Ao trabalhar desta forma, tenha uma atenção maior com as questões trabalhistas e lembre-se de elaborar um contrato específico. Consulte sempre um advogado para prevenir problemas futuros.

O whatsapp e as redes sociais, são instrumentos de vendas muito utilizado atualmente, portanto, você deve incluir na sua estratégia de divulgação dos produtos, mercadorias e/ou serviços.

Localização do negócio

Agora, você deve identificar a melhor localização para abrir o seu negócio e os motivos da escolha desse lugar. A definição do ponto comercial deve estar sempre relacionada ao ramo de atividade desenvolvida pela empresa.

A escolha de um bom ponto comercial é fundamental para gerar um volume de vendas suficiente para manter a lucratividade do negócio.

Por isso, inclua no Plano de Negócios a localização, sendo ela, fundamental para o sucesso de seu negócio, levando sempre em consideração os seguintes aspectos:

  • Estude todos os detalhes do contrato de locação do imóvel;
  • Saiba sobre as condições de segurança da rua e entornos;
  • Procure um local com facilidade de acesso.
  • Observe o nível de ruído, as condições de higiene e limpeza e a existência de locais para estacionamento;
  • Encontre um local com proximidade aos clientes que irão comprar seus produtos e o fluxo de pessoas;
  • Não se esqueça de se certificar da proximidade de concorrentes;
  • Analise a localização dos fornecedores, já que isso irá influenciar no prazo de entrega e despesa do frete;
  • Faça uma visita ao ponto escolhido pelo menos três vezes, em sempre em horários diferente, por exemplo, de manhã, a tarde e a noite, para verificar o movimento de pessoas, veículos e segurança do local.

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Você pode optar por realizar a compra de um imóvel para a instalação do seu negócio, porém, essa é uma opção pouco comum, desta forma, você estará imobilizando grande parte dos recursos, e ainda, comprometendo os valores que poderiam ser destinados para capital de giro.

Procure sempre escolher a localização conforme o tipo do seu negócio, assim, você poderá montar uma empresa em um espaço que você já tem as condições apropriadas.

Se optar por alugar um imóvel, não feche o contrato de locação sem antes verificar o habite-se do imóvel, sabendo assim se o local permite a atividade que será desenvolvida pela empresa.

Essa consulta é feita na Prefeitura da sua cidade, aproveite e verifique também se há implicações em órgãos reguladores como a vigilância sanitária e o corpo de bombeiros.

Plano Operacional

Leiaute

Por meio do leiaute ou espaço físico, você irá definir como será a distribuição dos diversos setores do seu negócio, e também dos seus recursos, veja como será o fluxo de pessoas no espaço disponível.

Uma boa organização do espaço físico traz uma série de benefícios, como:

  • Ganho na produtividade;
  • Redução do desperdício
  • Diminuição do retrabalho;
  • Aumento na facilidade com a localização dos produtos pelos clientes;
  • Melhoria na comunicação entre os departamentos e os empregados.

A contratação de um arquiteto ou profissional especializado para ajudá-lo, se isso não for possível, faça você mesmo um estudo visando distribuir as áreas da empresa, os equipamentos, móveis e as pessoas.

#DicaCeribelliContabilidade

Procure mais informações sobre as exigências específicas quanto ao leiaute, conforme a legislação vigente para este tipo de negócio;

Certifique se é possível adequar o leiaute do seu negócio para pessoas portadoras de necessidades especiais e/ou a prefeitura.

Capacidade produtiva/comercial/serviços

Nessa parte da elaboração do Plano de Negócios, você deverá estimar a capacidade instalada da empresa, isto é, o quanto poderá ser produzido, e também, quantos clientes poderão ser atendidos com a estrutura existente, e assim, reduzir a ociosidade e o desperdício.

#DicaCeribelliContabilidade

Observe e considere a projeção do volume de produção, de vendas ou de serviços.

Não se esqueça de levar em conta, a sazonalidade e as oscilações do mercado, em função daquilo que irá produzir ou revender.

Processos operacionais

Nesse momento você deverá registrar como será o funcionamento da empresa. Inicie pensando em como serão desenvolvidas as atividades, detalhando, passo a passo, como será a venda das mercadorias ou produtos, a prestação dos serviços e, até mesmo, as rotinas administrativas.

Estude e entenda como os trabalhos serão realizados, quem serão os responsáveis por quais atividades, e ainda, quais os materiais e/ou equipamentos necessários.

Você poderá elaborar um guia com todas essas informações.

Necessidade de pessoal

Faça a projeção do pessoal necessário para o funcionamento do negócio. Esse item inclui o(s) sócio(s), os familiares (se for o caso) e as pessoas a serem contratadas.

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Faça uma pesquisa e procure identificar a disponibilidade de mão-de-obra qualificada na sua cidade ou região de atuação do seu negócio. Se não for essa a situação, procure investir no treinamento de sua equipe.

Não se esqueça de consultar o sindicato dos empregados da sua categoria para obter informações sobre a convenção coletiva vigente contendo informações como o piso salarial, jornada de trabalho, benefícios entre outras informações importantes.

Plano Financeiro

Investimento Total

Agora, você irá determinar no Plano de Negócios o total de recursos necessários para que o seu negócio comece a funcionar. O investimento total é formado pelos:

  • Investimentos Fixos;
  • Capital de Giro;
  • Investimentos pré-operacionais.

Estimativa dos investimentos fixos

O investimento fixo corresponde a todos os bens que você deve comprar para que seu negócio possa funcionar de maneira apropriada.

No quadro a seguir, relacione os equipamentos, máquinas, móveis, utensílios, ferramentas e veículos a serem adquiridos, a quantidade necessária, o valor de cada um e o total a ser desembolsado.

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Procure não realizar imobilizações desnecessárias, portanto, sempre que possível, alugue ao invés de comprar ou construir.

Outra alternativa será a possibilidade de terceirizar algumas atividades, isso reduzirá a necessidade de compra de uniformes, materiais, além de máquinas e equipamentos;

Faça uma pesquisa buscando avaliar as diversas opções de aquisição, como por exemplo em leilões, classificados, lojas de usados, e principalmente em site especializado na internet, como a OLX e Grupos de Desapego nas redes sociais, como o Facebook.

Observe com atenção o estado de conservação, higiene e se haverá ou não garantia e por quanto tempo.

Capital de giro

Podemos definir como capital de giro o valor total de recursos necessários para o dia a dia da empresa, compreendendo ainda a compra de produtos ou mercadorias e pagamento de fornecedores.

Definindo uma Estimativa para o Estoque Inicial

Para realizar uma estimativa do estoque inicial, podemos começar com os materiais básicos, como a matéria-prima, embalagens entre outros conforme a sua atividade e que serão indispensáveis para a fabricação de seus produtos ou pelas mercadorias que serão revendidas.

Se a sua empresa for de prestação de serviços, você poderá considerar a necessidade de um estoque inicial de materiais utilizados nos serviços, ou ainda, materiais de escritório ou de higiene.

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Pesquise bastantes os seus fornecedores, veja as condições de descontos, se por quantidade ou periodicidade, procure sempre negociar preços e condições de pagamento, assim você irá reduzir seus custos e despesas, oferecendo ao mercado valores mais atrativos, maximizando suas as receitas e consequentemente o lucro do seu negócio.

Faça um controle rigoroso dos seus estoques, assim você saberá qual o momento certo para adquirir novas mercadorias ou produtos.

Considere e de preferência para a formação dos estoques com os itens de maior giro, ou seja, aqueles que têm maior saída e aceitação pelo seu público alvo.

Tenha sempre em mente que estoque parado por um longo período, na maior parte dos casos representará em prejuízo pois poderá vencer ou sair de moda, dependendo da sua atividade.

Caixa Mínimo

Podemos definir o Caixa Mínimos como a reserva em dinheiro necessária para o financiamento de suas operações iniciais.

Esse valor é obtido ao multiplicarmos a necessidade líquida de capital de giro em dias pelo custo total diário da empresa.

1. Custo fixo mensal (Quadro 5.11) R$ 4.400,00
2. Custo variável mensal (Subtotal 2 do quadro 5.12) R$ 9.000,00
3. Custo total da empresa (item 1 + item 2) R$ 13.400,00
4. Custo total diário (item 3 ÷ 30 dias) R$ 446,66
5. Necessidade Líquida de Capital de Giro em dias 26 dias
Total de B – Caixa mínimo (item 4 x item 5) R$ 11.613,16

Com os dados fornecidos acima, sabemos agora que o caixa mínimo necessário para a cobertura dos custos e despesas da empresa para um período de 26 dias é de R$ 11.613,16.

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Lembre-se que o custo total corresponde a soma dos custos fixos e variáveis. Nos próximos tópicos, você irá aprender a calcular esses custos.

Essas informações poderão ser encontradas no demonstrativo de resultados que será elaborado ao final do plano financeiro, por isso prossiga na sua leitura e assim que estiver com tais informações em mãos retorne o cálculo do caixa mínimo.

É importante notar que quanto maior sua necessidade líquida de capital de giro em dias, maior será o valor o caixa mínimo.

Portanto, negocie bem os prazos com clientes e fornecedores, e ainda, não mantenha mercadorias, produtos ou/e matérias-primas por muito tempo em estoque, como falamos anteriormente, isso pode representar um prejuízo no futuro.

Investimentos pré-operacionais

Podemos definir como os gastos realizados antes do início das atividades do seu negócio, ou seja, antes de você abrir as portas e começar a vender.

Alguns exemplos de investimentos pré-operacionais são as despesas com reforma e adequação do imóvel ou mesmo as taxas de registro da empresa.

Investimento total (resumo)

Nesse momento, você já estimou os valores para investimentos fixos, financeiros e pré-operacionais, portanto, este é o momento de conhecer o total a ser investido no negócio.

Portanto, definimos que o INVESTIMENTO TOTAL será o somatório dos seguintes itens:

  • Estimativa dos Investimentos Fixos;
  • Capital de Giro;
  • Estimativa de Investimentos Pré-Operacionais.

Após, avalie se o capital para criação da empresa será feito a partir de recursos próprios (investimento dos sócios) ou de terceiros ( bancos, pessoas externas ou demais empresas na área financeiras).

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Análise suas finanças pessoais e decida, como e onde irá buscar os recursos para iniciar ou ampliar o negócio. Você dispõe do capital necessário para isso (recursos próprios) ou será necessário recorrer a bancos (recursos de terceiros).

Se optar por fazer um empréstimo ou financiamento, pesquisa para saber quais são as linhas de crédito para pequenas empresas. Peça ao gerente do banco escolhido orientações sobre o que pode ser financiado, até quanto, a taxa de juros, a carência e o prazo de pagamento, a documentação e as garantias exigidas.

Um boa alternativa é o BNDES ( Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social )

Verifique se você está apto a atender essas condições e se a empresa irá gerar resultados que possibilitem a quitação do financiamento.

Caso contrário, busque alternativas, mesmo que, para isso, tenha que adiar a inauguração ou iniciar um empreendimento menor do que o planejado.

Estimativa do faturamento mensal da empresa

Esta talvez, é uma das tarefas mais difíceis dentro do Plano de Negócios para quem ainda não iniciou suas atividades.

A forma mais aconselhável é estimar o quanto a empresa irá faturar por mês é multiplicar a quantidade de produtos a serem oferecidos pelo seu preço de venda, que deve ser baseado em informações de mercado.

Vamos considerar, portanto:

• o preço praticado pelos concorrentes diretos; e
• o quanto seus potenciais clientes estão dispostos a pagar.

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Realize as previsões para as receitas de vendas que devem ser baseadas no potencial do seu mercado e sua capacidade produtiva.

As estimativas de faturamento devem ser feitas para um período de, pelo menos, 1 ano.

Portanto, seja cauteloso ao projetar as receitas e verifique se há sazonalidade no seu ramo, isto é, se existem épocas em que as vendas aumentam ou diminuem, como no Natal ou feriados prolongados.

Lembre-se de sempre estimar as vendas considerando o preço praticado pelo mercado.

Porém, existem outros formas para se precificar uma mercadoria ou produto, como por exemplo, fixar uma margem de ganho sobre o custo do produto.

Estimativa do custo unitário de matéria-prima, materiais diretos e terceirizações

Agora, você irá calcular os custos com os materiais para cada unidade fabricada. Essa informação é importante, caso você deseje abrir uma indústria.

Os custos com matéria-prima e embalagem são classificados como custos variáveis numa indústria , assim como as mercadorias em um comércio.

Como o próprio nome diz, esses custos variam (aumentam ou diminuem) de acordo com o volume produzido ou vendido.

Estimativa dos custos de comercialização

Nessa etapa, você irá registrar os custos e despesas com impostos e comissões de vendedores.

Esse tipo de despesa incide diretamente sobre as vendas e, assim como o custo com materiais diretos ou mercadorias vendidas, é classificado como um custo variável.

Para realizar os calculá-los, basta aplicar, sobre o total das vendas previstas, o percentual dos impostos e de comissões.

#DicaCeribelliContabilidade

As empresas optantes pelo SIMPLES devem desconsiderar o recolhimento dos seguintes impostos:

FEDERAIS: IRPJ, PIS, COFINS e Contribuição Social;

ESTADUAL: ICMS que é um imposto recolhido pelas empresas que realizam venda de produtos ou serviços de transporte intermunicipal e interestadual.

MUNICIPAL: ISS é devido à prefeitura pelas empresas prestadoras de serviços.

Apuração dos custos dos materiais diretos e/ou mercadorias vendidas

Agora, você deverá apurar o CMD (Custos com Materiais Diretos) para a indústria, ou o CMV (Custo das Mercadorias Vendidas) para o comércio.

O custo dos materiais diretos ou das mercadorias vendidas representa o valor que deverá ser baixado dos estoques pela sua venda efetiva.

Portanto, para calculá-lo, basta multiplicar a quantidade estimada de vendas pelo seu custo de fabricação ou aquisição.

O custo com materiais diretos e ou mercadorias vendidas é classificado como um custo variável, aumentando ou diminuindo em função do volume de produção ou de vendas.

Estimativa dos custos com mão de obra

Nesta parte, você irá definir quantas pessoas serão contratadas (se necessário) para realizar as diversas atividades do negócio. Pesquise e determine quanto cada empregado receberá.

Não se esqueça de que, além dos salários, devem ser considerados os custos com encargos sociais.

Sobre o total de salários, você deve aplicar o percentual relativo aos encargos sociais, somando-os aos salários, você saberá qual o custo total com mão de obra .

#DicaCeribelliContabilidade

Aconselhamos que nessa fase, você consulte um contador ou empresa de contabilidade para informá-lo sobre o total de encargos sociais devidos pela sua empresa.

Será necessário também, pesquisar no sindicato dos empregados da sua categoria, o piso salarial e os benefícios devidos.

Estimativa do custo com depreciação

Um ponto importante é se lembrar que as máquinas, equipamentos e ferramentas vão se desgastar ou tornam-se obsoletos com o passar do tempo, sendo assim, necessária sua troca, esse desgaste natural dos equipamentos, ou seja, o reconhecimento da perda do valor dos bens pelo uso é chamado de depreciação.

Abaixo, relacionamos a forma correta para calcular a depreciação dos seus bens, é necessário seguir os passos descritos abaixo:

  • Faça uma relação das máquinas, equipamentos, ferramentas, utensílios, veículos, entre outros que serão utilizados.
  • Defina o tempo médio de vida útil desses bens.
  • Realize a divisão desse valor do bem pela sua vida útil em anos para saber o valor anual da depreciação;
  • Para calcular o custo mensal, você deverá dividir o custo anual com a depreciação por 12 para calcular a depreciação mensal.

#DicaCeribelliContabilidade

Considerando que esse custo irá influenciar na formação do preço, a depreciação não representa um desembolso, ou seja, uma saída de dinheiro do caixa, portanto, não terá impacto no seu fluxo de caixa diário/mensal.

Um prática interessante adotada por algumas empresas, é que dependendo da situação financeira e das estratégias, pode-se fazer uma reserva para a troca do bem ao final de sua vida útil.

Vale lembrar que a Receita Federal considera, para efeito de vida útil, os seguintes prazos:

  • Imóveis – 25 anos;
  • Máquina – 10 anos;
  • Equipamentos – 5 anos;
  • Móveis e utensílios – 10 anos;
  • Veículos – 5 anos;
  • Computadores – 3 anos.

Essas informações funcionam como referência e não devem ser seguidas como regra.

Em algumas atividades empresariais, máquinas e equipamentos sofrem desgastes maiores. Isso deve ser considerado no cálculo da depreciação;

Lembre-se de que máquinas e equipamentos sucateados têm maiores custos de manutenção, além de produtividade mais baixa.

Estimativa de custos fixos operacionais mensais

Podemos definir os custos fixos como aqueles que não se alteram em função do volume de produção ou da quantidade vendida em um determinado período.

Um bom exemplo seria em um determinado mês, uma empresa sofra uma queda em suas vendas. Ainda assim, pagará despesas com aluguel, energia, salários, entre outros.

Esses valores são custos fixos porque são pagos, normalmente, independente do nível de faturamento do negócio.

É importante que você relacione todos os seus custos fixos e estime os valores mensais de cada um. Procure ajustar o quadro de acordo com os tipos de despesas do seu empreendimento.

#DicaCeribelliContabilidade

Quando você realizar o levantamento dos custos fixos, seja cauteloso, trabalhe com alguma “margem de segurança” na hora de estimar esses gastos.

Tente, sem perder a qualidade, reduzir ao máximo os custos fixos. Adote práticas que contribuam para a diminuição do desperdício.

O pró-labore é a remuneração do dono pelo seu trabalho e deve ser considerado mensalmente como um custo.

Não se esqueça de relacionar o valor da depreciação mensal das máquinas e equipamentos calculados anteriormente.

Demonstrativo de resultados

Após reunir as informações sobre as estimativas de faturamento e os custos totais (fixos e variáveis) do seu Plano de Negócios, é possível prever o resultado da empresa, verificando se ela possivelmente irá operar com lucro ou prejuízo.

Indicadores de viabilidade

Ponto de equilíbrio

O ponto de equilíbrio representa o quanto sua empresa precisa faturar para pagar todos os seus custos em um determinado período. Utilizando as fórmulas a seguir, você pode calcular o ponto de equilíbrio em faturamento.

PE = Custo FixoTotal / Índice da Margem de Contribuição *

* Índice da Margem de Contribuição = Margem de Contribuição (Receita Total – Custo Variável Total) / Receita Total

Exemplo

Receita Total: R$ 100.000,00/ano

Custo Variável Total: R$ 70.000,00/ano

Custo Fixo Total: R$ 19.500,00/ano

Índice da Margem de Contribuição = (R$ 100.000,00 – R$ 70.000,00) /  R$ 100.000,00

Índice da Margem de Contribuição = 0,30

PE = R$ 19.500,00 / 0,30

PE = R$ 65.000,00/ano

Isso quer dizer que é necessário que a empresa tenha uma receita total de R$ 65.000,00 ao ano para cobrir todos os seus custos.

#DicaCeribelliContabilidade

O ponto de equilíbrio também pode ser calculado em unidades vendidas. Entretanto, para as empresas que trabalham com uma grande variedade de produtos ou serviços, é recomendável que se calcule o ponto de equilíbrio em faturamento.

Concentre seus esforços para que o empreendimento ultrapasse o ponto de equilíbrio, pois, somente assim, você irá obter lucro.

Lucratividade

É um indicador que mede o lucro líquido em relação às vendas. É um dos principais indicadores econômicos das empresas, pois está relacionado à sua competitividade.

Se sua empresa possui uma boa lucratividade, ela apresentará maior capacidade de competir, isso porque poderá realizar mais investimentos em divulgação, na diversificação dos produtos e serviços, na aquisição de novos equipamentos, etc.

Lucratividade = (Lucro Líquido / Receita Total) x 100

Exemplo

Receita Total:              R$ 100.000,00/ano

Lucro Líquido:              R$ 8.000,00/ano

Lucratividade = (R$ 8.000,00 / R$ 100.000,00) x 100

Lucratividade = 8%

Isso quer dizer que sob os R$ 100.000,00 de receita total “sobram” R$ 8.000,00 na forma de lucro, depois de pagas todas as despesas e impostos, o que indica uma lucratividade de 8% ao ano.

Rentabilidade

Este indicador representa a atratividade dos negócios, pois mede o retorno do capital investido aos sócios.

É obtido sob a forma de percentual por unidade de tempo (mês ou ano). É calculada através da divisão do lucro líquido pelo investimento total.

A rentabilidade deve ser comparada com índices praticados no mercado financeiro.

Rentabilidade = (Lucro Líquido / Investimento Total) x 100

Exemplo

Lucro Líquido: R$ 8.000,00/ano

Investimento Total: R$ 32.000,00/ano

Rentabilidade = (R$ 8.000,00 / R$ 32.000,00) x 100

Rentabilidade = 25% ao ano

Isso significa que, a cada ano, os sócios da empresa recuperam 25% do valor investido através dos lucros obtidos pela empresa.

Prazo de retorno do investimento

Assim como a rentabilidade, também é um indicador de atratividade. Indica o tempo necessário para que o empreendedor recupere o que investiu em seu negócio.

Prazo de Retorno do Investimento = Investimento Total / Lucro Líquido

Exemplo

Lucro Líquido: R$ 8.000,00/ano

Investimento Total: R$ 32.000,00

Prazo de Retorno do Investimento = R$ 32.000,00 / R$ 8.000,00

Prazo de Retorno do Investimento = 4 anos

Construção de cenários

Após a finalização do seu Plano de Negócios, simule valores e situações diversas para a empresa.

Prepare cenários onde o negócio obtenha resultados pessimistas (queda nas vendas e/ou aumento dos custos) ou otimistas (crescimento do faturamento e diminuição despesas).

A partir daí, pense em ações para evitar e prevenir-se frente às adversidades ou então para potencializar situações favoráveis.

Faça quantas simulações julgar necessário e tenha sempre alternativas de ações (plano B e plano C).

#DicaCeribelliContabilidade

Na construção de cenários é fundamental considerar algumas possibilidades:

  • Nos primeiros meses, as vendas serem menores que o previsto;
  • O início das atividades ser um pouco mais demorado que o programado;
  • Estratégias de marketing podem não surtir os efeitos esperados no curto prazo;
  • Necessidade de obter mais recursos financeiros que o previamente planejado;
  • Possíveis reações de concorrentes.

Avaliação Estratégica

Análise da Matriz S.W.O.T. ou F.O.F.A (Português)

F O F A  

A matriz F.O.F.A. é um instrumento de análise simples e valioso para o seu Plano de Negócios.

O objetivo é detectar pontos fortes e fracos, com a finalidade de tornar a empresa mais eficiente e competitiva, corrigindo assim suas deficiências. F.O.F.A. é um acróstico para:

Forças

Oportunidades

Fraquezas

Ameaças

A análise F.O.F.A. levará você pensar nos aspectos favoráveis e desfavoráveis do negócio, dos seus proprietários e do mercado.

A matriz F.O.F.A. é sempre feita em quadrantes, ou seja, em quatro quadrados iguais. Em cada quadrado são registrados fatores positivos e negativos para a implantação do negócio. Saiba como construir a matriz lendo as explicações a seguir.

Forças

São características internas da empresa ou de seus donos que representam vantagens competitivas sobre seus concorrentes ou uma facilidade para atingir os objetivos propostos.

Exemplos:

  • Atendimento personalizado ao cliente
  • Preço de venda competitivo
  • Equipe treinada e motivada
  • Localização estratégica da empresa

Oportunidades

São situações positivas do ambiente externo que permitem à empresa alcançar seus objetivos ou melhorar sua posição no mercado.

Exemplos:

  • Existência de linhas de financiamentos
  • Poucos concorrentes na região
  • Aumento crescente da demanda
  • Disponibilidade de bons imóveis para locação

Fraquezas

São fatores internos que  colocam a empresa em situação de desvantagem frente à concorrência ou que prejudicam sua atuação no ramo escolhido.

Exemplos:

  • Pouca qualificação dos funcionários
  • Indisponibilidade de recursos financeiros (capital)
  • Falta de experiência anterior no ramo
  • Custos de manutenção elevados

Ameaças

São situações externas nas quais se têm pouco controle e que colocam a empresa diante de dificuldades, ocasionando a perda de mercado ou a redução de sua lucratividade. Exemplos:

  • Impostos elevados e exigências legais rigorosas
  • Existência de poucos fornecedores
  • Escassez de mão de obra qualificada
  • Insegurança e violência na região

Reúna as pessoas envolvidas diretamente na montagem do empreendimento.

Identifique os fatores internos da empresa e do mercado que possam impactar sua atividade futura, identificando assim suas forças, fraquezas, ameaças e oportunidades.

#DicaCeribelliContabilidade

Na análise do ambiente externo, existe a chamada“faca de dois gumes”, isto é, situações que são ao mesmo tempo oportunidades e ameaças.

Por exemplo, o crescimento do setor onde se atua, pode representar tanto uma oportunidade de aumento das vendas, como uma ameaça por facilitar a entrada de novos concorrentes.

Seja honesto e objetivo ao elaborar essa análise. Não seja pessimista ou otimista em excesso.

Procure enfocar a realidade e não como você gostaria que as coisas fossem.

O ideal é que você registre sempre uma ideia por linha, isso torna a avaliação mais fácil.

Avaliação do Plano de Negócio

O Plano de Negócios é um valioso instrumento de planejamento. Por ser o seu mapa de percurso, ele deve ser consultado e acompanhado constantemente.

Avalie cada uma das informações e lembre-se de que o Plano de Negócios tem por objetivo ajudá-lo a responder a pergunta lançada no início desse manual: “Vale a pena abrir, manter ou ampliar o meu negócio?”.

Saiba que o mundo e o mercado estão sujeitos a mudanças; a cada dia surgem novas oportunidades e ameaças.

Assim sendo, procure adaptar seu planejamento às novas realidades. É por este motivo que um plano de negócio é “feito a lápis”, para que possa ser corrigido, alterado e ajustado.

Procure refazer seu plano de tempos em tempos.

Empreender é sempre um risco, mas empreender sem planejamento é um risco que pode ser evitado.

O Plano de Negócios, apesar de não ser a garantia de sucesso, irá auxiliá-lo a tomar decisões mais acertadas, assim como a não se desviar de seus objetivos.