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Falta de plano de negócios fecha 60% das micro e pequenas empresas

Falta de plano de negócios fecha 60% das micro e pequenas empresas

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Segundo dados do Sebrae, a cada 100 empresas que abrem no Estado de São Paulo, 22 encerram suas atividades nos primeiros anos de funcionamento. No cenário nacional, esse número sobe para 24 empresas fechadas a cada 100 abertas. Esses dados revelam um problema recorrente no empreendedorismo brasileiro: a ausência de um plano de negócios bem estruturado.

Traçar o planejamento do negócio é essencial para a sobrevivência das micro e pequenas empresas. Muitas empresas surgem todos os dias, impulsionadas por boas ideias e pela vontade de empreender, mas grande parte delas falha por não transformar essa ideia em um plano de negócios sólido, capaz de orientar decisões estratégicas, financeiras e operacionais.

De acordo com Paulo Valery, consultor do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), cerca de 60% das empresas fecham por não possuírem um plano de negócios definido. Segundo ele, é comum que empreendedores foquem apenas nas oportunidades de mercado e deixem o planejamento em segundo plano.
“O que eu tenho visto é que essas empresas acabam focando mais nas oportunidades do que no próprio plano de negócios”, afirma Valery.

O plano de negócios é o documento que descreve os objetivos da empresa, o mercado em que ela atua, o público-alvo, a análise da concorrência, a estrutura operacional, o modelo de receitas, os custos envolvidos e, principalmente, a viabilidade financeira do negócio. Sem esse planejamento, a empresa passa a operar de forma improvisada, o que compromete sua rentabilidade e sustentabilidade.

Segundo dados do Sebrae, quando uma empresa não possui um plano de negócios, ela tende a enfrentar dificuldades de fluxo de caixa, precificação inadequada, falta de capital de giro e decisões equivocadas sobre investimentos. “É um ciclo”, explica Valery. “Os micro e pequenos empreendedores têm dificuldade de empreender por falta de dinheiro, mas sem planejamento é difícil conseguir qualquer tipo de financiamento ou investimento”, completa.

Esse cenário é ainda mais evidente no universo das startups. De acordo com Valery, como muitos empreendedores são jovens e estão altamente motivados por ideias inovadoras, o entusiasmo acaba atropelando processos fundamentais, como definição de metas, projeções financeiras e análise de riscos — todos elementos essenciais de um plano de negócios bem elaborado.
“Na maioria das vezes, elas nascem com ideias maravilhosas, mas, na prática, isso não é viável. Por isso, é melhor planejar antes”, reforça.

Alessandra Andrade, coordenadora do Centro de Empreendedorismo da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), também destaca a importância da rentabilidade dentro do planejamento. Segundo ela, muitas startups até possuem modelos de negócios escaláveis e replicáveis, o que é extremamente positivo, mas falham em gerar lucro suficiente para sustentar a operação.
“Muitas vezes, o próprio modelo de negócio não foi pensado e bem planejado para alcançar o rendimento necessário”, afirma.

Outro desafio comum para microempreendedores está relacionado à busca por investimentos. Fabiano Nagamatsu, consultor do Sebrae, acredita que a falta de experiência e de networking faz com que muitos empreendedores procurem investidores inadequados, o que gera frustração e desmotivação.
“É importante que eles procurem aceleradoras e programas de apoio, como os que oferecemos no Sebrae, mas sempre com um plano de negócios bem estruturado, que demonstre viabilidade e potencial de crescimento”, orienta.

Para quem está na fase inicial do empreendimento, Valery destaca algumas dicas fundamentais:

  • Estabelecer metas claras, como quanto se deseja faturar e onde se quer chegar;

  • Buscar informações sobre o mercado e entender quais modelos de negócios ajudam a atingir esses objetivos;

  • Planejar cada etapa do negócio com base em dados, projeções e análises realistas.

Em resumo, o plano de negócios não deve ser visto apenas como um documento formal, mas como uma ferramenta estratégica indispensável para orientar decisões, reduzir riscos e aumentar as chances de sucesso da empresa no mercado.

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Ricardo Ceribelli
Ricardo Ceribelli

Contador e sócio na Ceribelli Contabilidade desde 2008. Especializado em gestão contábil, tributária e financeira para Micro e Pequenas Empresas. Busca inovar os processos contábeis através da inteligência artificial para ajudar empresas a crescerem com segurança.

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